Sem tempo



JÁ NÃO HÁ COISAS PARA SEMPRE... 

 Tudo é brevidade, o metro da vida passa a cada instante e a tolerância deu lugar à vertigem das substituições, a eternidade, lugar a incessantes recomeços e repetições. 
Tudo é novo, substituível e sem arranjo, não há tempo para concertar, não há vontade de esperar. Já não há amores derradeiros, os amores são passageiros, os amigos, fotografias que agrupamos em ciclos que desamigamos se faltar lugar. 
 Já não há tertúlias, só salas de chat, onde os “chatos” não entram ou conseguem falar. 
 Já não há silêncios a dois nem olhares discretos, há pressa, muita pressa e euforia na hora de recomeçar. 
 E no fim de cada novo “sucesso” sobra um cemitério de coisas, uma lixeira de emoções escangalhadas, que o prazo de validade ditou findar…


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