Vícios

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De olhar sereno mas vazio
Despede-se da loucura.
Já sem ponta de euforia,
Cobre-se com a luz do dia
Mas não por se sentir nua.
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Regressa, e de volta à atonia
Guarda para si o anelo
De o ter, voltar a vê-lo,
Encher o olhar de loucura
E ceifar zonza, a repressão.
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Cobre-se de mil pensamentos
Ora rápidos, uns mais lentos,
Saúda de novo a loucura,
Sabe fria a noite escura
Mas que lhe brilha o olhar.
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By Bollamaria

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1 comentário:

arrepiodaalma disse...

e ás rodas de tanta zombaria de suas orbitas e esfíncteres, secretamente como num desejo inconfessado, espera ansiosa um equilíbrio morno, próprio dos equilíbrios fugazes, a que se agarra como quem não confessa o que precisa.

amor